Polícia Militar diz que perícia inicial não apontou sinais de violência em morte de interno do Centro de Recuperação Aprisco, em Santo Antônio de Jesus; homem chegou ao Centro com escoriações devido a acidente de trânsito ocorrido dias antes
O 14º Batalhão da Polícia Militar (BPM) informou que a perícia preliminar realizada pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) não identificou indícios de morte violenta no caso do interno que morreu no Centro de Recuperação Aprisco, situado no Sítio Taitinga, zona rural de Santo Antônio de Jesus.
Segundo nota divulgada pela corporação, a guarnição foi acionada por volta das 8h45 para prestar apoio a uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Ao chegar ao local, os policiais encontraram o atendimento já concluído e receberam da direção da instituição o documento de constatação de óbito emitido pela médica plantonista.
Ainda conforme a Polícia Militar, o Departamento de Polícia Técnica realizou os procedimentos periciais no local e, em uma avaliação inicial, não encontrou sinais que indiquem morte provocada por violência. A informação repassada aos policiais é de que o homem teria se envolvido anteriormente em um acidente de trânsito.
A ocorrência foi registrada como "morte a esclarecer", e a causa do óbito dependerá da conclusão dos exames periciais e da emissão do laudo oficial do DPT.
O caso passou a repercutir após familiares manifestarem dúvidas sobre as circunstâncias da morte. Em entrevista ao repórter Itajay Jr., da Andaiá FM, o responsável pelo Centro de Recuperação Aprisco, pastor Reinaldo Barreto, afirmou que o interno foi acolhido na unidade já apresentando diversas lesões pelo corpo. Segundo ele, essas condições foram registradas por meio de fotografias e vídeos no momento da admissão do paciente.
As investigações seguem em andamento, e o laudo do Departamento de Polícia Técnica deverá esclarecer a causa da morte.

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