Mais de 1 mil trabalhadores foram resgatados em situação análoga à escravidão na Bahia em 7 anos
Cerca de 1,1 mil trabalhadores foram resgatados em situação análoga à escravidão na Bahia entre os anos de 2018 e 2025. Ao todo, 134 ações de fiscalização foram registradas para o combate ao trabalho análogo à escravidão apenas no estado baiano. Os dados são do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O total de casos coloca a Bahia como o quarto estado entre os que mais tiveram trabalhadores resgatados. Os índices são liderados por Minas Gerais (5,1 mil), Goiás (1,8 mil) e São Paulo (1,6 mil).
Conforme os dados, ao menos 57 cidades baianas foram alvos de operações para a fiscalização de denúncias de trabalho escravo. Salvador é a que registra o maior número de resgatados, com 366 no período. Na sequência, aparecem as cidades de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), com 166 resgatados, e Jacobina, com 122.
Com relação ao gênero e idade das vítimas deste tipo de abuso, conforme dados do MTE, a maioria entre os trabalhadores eram homens. Foram 617 pessoas do gênero masculino identificadas nas fiscalizações, frente a 314 mulheres.
No que diz respeito à idade, os adultos, entre 30 e 64 anos, também eram maioria absoluta. Em seguida, aparecem 188 vítimas com idades entre 18 e 29 anos. Os idosos com mais de 64 anos somaram 24 vítimas; e as crianças e adolescentes foram nove, ao todo.

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